Crônicas

Jogo das palavras

O homem não é o que fala; na maioria das vezes, é o que sente, e o que ele sente, ele não fala; por isso, muitas vezes, no silêncio, engana. E então, o homem não é homem, é puro sentimento?

Estranhos são os jogos das palavras; confundem e nem sempre se entende o que se quer dizer. O tempo nos faz endurecer, segurar as lágrimas, e entramos no jogo da vida sarando as nossas feridas. E então, deixa-me falar, deixa-me dizer aquilo que não queres ouvir.

O erro da escolha aberta e cruel nos levou ao caos. Nossa liberdade, tolhida pelo medo e pela insegurança, tira das nossas mãos uma democracia plena para nos tornarmos reféns de um incapaz que usa o poder para si próprio — uma indecência.

Lutar? Como? Atados a pacotes infelizes, mergulhamos, sem respiradores, num mar de lama e vamos perdendo, aos poucos, o ar, pois aquele que nos ajudava a relaxar torna-se tóxico, e ficamos à deriva…

Estranho são os jogos das palavras…

Marta Nascimento

Marta Nascimento é paraibana, compositora, guiado mais pelo sentir do que por regras. Subiu ao palco pela primeira vez em 1970, fundou o Grupo Tribo Terra, com o qual participou de vários festivais e canções. Gravou discos com o grupo e, hoje, segue carreira solo. Fez rádio e televisão, dando voz a artistas e histórias, tendo a música como pano de fundo.

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